NUTRISAUDE

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Mitos e Verdades sobre GLÚTEN

MITOS E VERDADES SOBRE GLÚTEN
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1 – O glúten é um carboidrato
Mentira! Você sabe o que é o glúten? O glúten é uma proteína! Sim, embora esteja presente em alimentos ricos em carboidrato, o glúten faz parte justamente da pequena fração protéica destes alimentos.
A maior parte das pessoas já começa se enganando achando que o glúten é carboidrato! É uma proteína vegetal encontrada no trigo, centeio, cevada e aveia.
Dessa forma, o glúten está presente em quase todas as preparações do nosso dia-a-dia: pão, torrada, macarrão e outras massas, biscoitos, na cervejinha do fim de semana…
2 – Alimentos integrais não possuem glúten
Mentira de novo. Sim, os alimentos citados acima na versão integral também contêm glúten, da mesma maneira. Ou seja, glúten está presente em diversos cardápios de alimentação saudável e equilibrada.
3 – A aveia contém glúten
Sim. Porém é comum muitas pessoas passarem a informação que a aveia não contém glúten. E realmente é um perigo falar isso, pois os intolerantes podem ter acesso à informação errada.
Mas eu entendo o porque de muitos pensarem assim, pois o grão de aveia por natureza não contém glúten, possui outro tipo de proteína chamada de avenalina. Mas para que a aveia e seus os produtos permaneçam livres de glúten, é importante ter certeza de que eles não entraram em contato com cereais que contenham glúten em alguma fase do processamento, o que não ocorre pois já é cultivada no mesmo terreno que estes.
Há então a contaminação, exceto algumas aveias especiais – é raro – processadas separadamente no qual a embalagem indicará que não contém glúten.
4 – O glúten aparece em preparações inusitadas, como alguns iogurtes e sorvetes, inclusive de forma isolada (sem ser por exemplo na farinha de trigo, apenas “glúten”).
Isso ocorre pelo fato de essa proteína representar um lado facilitador na gastronomia: confere a famosa “liga”, maciez e elasticidade. É a responsável pela melhora da textura de vários alimentos.
A ANVISA (órgão regulador) determina que os produtos industrializados são obrigados a identificar no rótulo nutricional a seguinte informação: CONTÉM ou NÃO CONTÉM GLÚTEN.
5 – O glúten é sim uma substância bem alergênica e devemos ficar atentos.
Sim! A chamada Doença Celíaca é uma intolerância ao glúten. O consumo do glúten pelos celíacos gera um intenso processo inflamatório, que pode ter consequências, como a não absorção de inúmeras vitaminas e minerais.
É uma doença que afeta 1% da população mundial (merecia mais atenção, né?) e não tem cura, só tratamento: a exclusão permanente do glúten na alimentação.
6 – Não sou celíaca, então não tenho nenhum tipo de restrição quanto ao glúten
Não é assim! Toda a questão da famosa #glutenfree tem fundamento sim, provém justamente desse fato de ser considerada uma substância alergênica por ser mal digerida no nosso aparelho digestivo.
Outro fator é que, além do portador da doença celíaca, existem também pessoas com sensibilidade ao glúten, ou seja, não são celíacos, mas essa sensibilidade pode aparecer até em quem nunca apresentou predisposição.
Os principais sinais são: inchaço abdominal, desconforto abdominal, náuseas, diarreia, vômito, emagrecimento, fadiga e fraqueza. Se você também faz uso de analgésicos em excesso, é bom ficar atenta.
7 – Glúten engorda
Mito! Glúten em si não engorda. Tanto que o perfil de pacientes celíacos não é de magreza, pelo contrário, normalmente a magreza vem com o consumo do glúten durante a intolerância não diagnosticada.
A atriz Isis Valverde é um exemplo de celíaca que ganhou peso de forma saudável ao cortar o glúten: durante o período de intolerância relatou que chegou a pesar 45kg.
O glúten é responsável sim, por um inchaço momentâneo em algumas pessoas mesmo que não intolerantes, mas apenas esse estufamento.
Você deve estar se perguntando: mas então como as pessoas emagrecem sem o glúten? O que engorda são os outros componentes que fazem companhia para ele nos alimentos, como carboidratos simples e gordura.
Desta forma, cortar o glúten do cardápio pode sim auxiliar a perda de peso, mas isso ocorre pelo fato de resistirmos às tentações como cerveja, pizzas, doces… A restrição destes alimentos fonte de glúten reduz automaticamente a ingestão calórica, e como consequência ocorre a perda de peso.
O que pode acontecer também é que as pessoas que cortam o glúten da dieta começam a ler mais as embalagens e rótulos e acabam prestando atenção também em outras informações, escolhendo melhor o que consomem, fazendo trocas saudáveis.
8 – Glúten x Câncer
Nenhum estudo científico demonstra relação, embora a mídia veicule constantemente algo sobre o tema. Apenas complicações a longo prazo de quem tem a doença celíaca poderiam resultar em câncer no intestino.
9 – A tapioca é sem glúten e um alimento perfeito
Também sou muito a favor da tapioca, mas ela merece atenção: seu consumo não está liberado à vontade, ela é puro carboidrato, não é “emagrecedora” – tem pouca fibra – e tem alto índice glicêmico, ou seja, tem quantidade e hora para comer.
O melhor para você somente um profissional vai poder avaliar, mas como sugestões gerais:
*Não utilize mais de 2 colheres cheias de goma por vez na hora de preparar
*É boa para consumir pela manhã e no pré ou pós treino
* Adicione sempre semente de chia ou linhaça (com moderação!) na massa para ajudar no controle do índice glicêmico, enriquecendo com fibras
*Atenção ao recheio: prefira sempre recheios leves. Sugestões: manteiga caseira de azeite, geleias sem açúcar, banana com canela, pastinhas de ovos, peito de peru com temperinhos, cottage…
10 – No fim das contas, mesmo não sendo celíaca, vale a pena reduzir a minha ingestão de glúten?
SIM! Independente do fator intolerância, sinto que o consumo excessivo, principalmente do trigo e derivados, limita MUITO a nossa alimentação no dia a dia.
Vamos nos permitir, vamos experimentar novos sabores, conhecer nosso corpo e como ele reage aos alimentos. Como falei com vocês, não é questão de tirar o glúten, mas sim substituir alimentos.
A farinha de arroz por exemplo é bem mais levinha que a farinha de trigo… Um macarrãozinho de arroz é tão delicioso quanto uma massa “tradicional”.
Fora que, além de fazermos trocas saudáveis, nos permitiremos uma alimentação mais natural… Basta pegar a embalagem do seu pão integral 12 cereais ou torradinhas integrais e ver a quantidade de ingredientes aditivos na embalagem. Reparem! Agora vejamos a tapioca… Fécula de mandioca. Ponto.
Por isso falamos tanto em comer “limpo”, desintoxicar, desinchar… Por um mundo com mais bolachinhas de arroz integral no forno (aquele arrozinho que sobrou da janta de ontem!), por um milho verde menos esquecido – com ervilhas!, mais fubá, quinoa, amaranto, mandioca, batatas, polvilho, linhaça…
E sempre muitas receitinhas caseiras – até por motivos econômicos, produtos sem glúten ainda são mais caros, infelizmente!  Um mundo se abre quando desgrudamos de alguns vícios alimentares e do que as indústrias nos impõem.
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#ficaadica

Jéssica Borges Pereira CRN3 45980/P